Cirurgias Plásticas e o Relacionamento

Relacionamentos e Cirurgias Plásticas

Uma Cirurgia Plástica Pode Salvar Meu Relacionamento?

Saiba Por Que Não.

Já falamos sobre a relação que a autoimagem tem com o desejo de realizar uma cirurgia plástica. Entretanto, é preciso levar em conta também que a vida em sociedade é composta por relações interpessoais, além das intrapessoais. Essas relações também tem efeito direto na autoimagem do indivíduo. Quando uma dessas relações não vai bem e os envolvidos querem recuperar sua qualidade, as partes podem recorrer a melhorias em suas respectivas imagens físicas. Isso acontece, majoritariamente, em relacionamentos amorosos.

É bem verdade que existem casais que buscam por procedimentos cirúrgicos juntos para restauração ou melhora de algum traço físico. Quando o casal demonstra esse tipo de parceria, além da compreensão das inseguranças um do outro, a cirurgia plástica é algo que beneficiará a união. Assim como quando uma das partes busca uma intervenção cirúrgica para resgate da própria autoestima e demonstra ter apoio irrestrito do parceiro ou parceira.

O problema reside nos casos em que os procedimentos cirúrgicos se apresentam como uma forma de resgate de relações emocionalmente desgastadas. Considerando que a cirurgia plástica ainda é vista como tabu pelos homens, é possível encontrar muito mais mulheres nessa situação. E por circunstâncias societais complexas, mulheres são mais suscetíveis a sofrer com a deterioração da auto imagem dentro de um relacionamento amoroso. Via de regra, é delas o esforço extra para resgatar uma relação. Nesse esforço, muitas mulheres buscam intervenções cirúrgicas.

A realização de cirurgias plásticas em pessoas emocionalmente instáveis é uma receita para o desastre. Após o resultado final estético, o paciente continuará com o problema, já que este é de natureza emocional e não depende da melhora da aparência física. Isso piorará o quadro psicológico, além de criar uma resistência contra o novo traço físico adquirido através da cirurgia.

É preciso que o cirurgião tenha sensibilidade para determinar quando está lidando com um caso desse tipo e tenha tato para abordar uma indicação de atendimento e aconselhamento psicológico. Nem sempre o paciente tem consciência de que o problema que enfrenta não é de natureza exclusivamente física. Assim como no caso da autoimagem, se após o tratamento psicológico o paciente ainda sentir a necessidade de uma intervenção cirúrgica, ela sempre estará disponível.



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